quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O POSITIVO E O NEGATIVO DAS ELEIÇÕES

        Após a eleição, fiquei aguardando ansiosa o resultado da votação, não apenas para saber quem ganhou ou perdeu, mas para avaliar qual a leitura o eleitorado felixlandense fez diante de tanta informação nas redes sociais, na TV, no rádio  e nos comícios local. Pois é mediante o resultado que saberemos o grau de conciência evolutiva do povo aqui de Felixlandia e porque não dizer do povo brasileiro. Bom, peguei o resultado via internet- tse, e pude perceber,  que entra ano, sai ano, independente de quem ganha as eleições para a Prefeitura de Felixlândia, a Câmara Municipal trás a mesma configuração que teve nos últimos 17 anos. Durante as campanhas, surgem  alguns blocos até bem definidos, levando a crer na existência de uma oposição. Vejamos, por exemplo os vereadores eleitos em 2008: Bloco Marconi- 04 vereadores- situação; bloco Betão: 05 vereadores - oposição.
        No entanto o executivo andou e anda, leso, liso e frouxo e até os dias atuais não enfrentou nenhuma  resistência  por parte dos vereadores de oposição, teve aprovação de  99,9% dos projetos que encaminhou a Câmara Municipal, sendo apoiado mesmo pelos que não eram, ou pelo menos não seriam aliados. Com isso, a Câmara Municipal, demonstra uma postura subserviente ao executivo. A realidade é que o vereador depende de favor do prefeito, por isso não consegue  fazer oposição de fato. É um quadro preocupante já que as Câmaras Municipais estão cada vez piores, cujos vereadores se entregam geralmente a projetos de menor relevância tais como, prestar homenagens - entregando título de cidadania honorária;declarando entidades de utilidade pública; mudando nome de rua.
       É uma falta de qualidade e uma perda em relação a Câmara de tempos anteriores- refiro-me a1989/1992. O legislativo, em cidades pequenas, em geral não conseguem cumprir seu papel, falta maturidade política e até mesmo capacidade para o exercício do papel de legislador.
       Da formação partidária às eleições, das coligações ao exercício dos mandatos tudo é feito com o intuito de levar vantagem e acaba virando um negócio. É preciso mobilizar a sociedade, os jovens e as redes sociais, para um debate político sem paixões,  individualistas ou partidárias e com base em informações oficiais, para que se  possa debater a cidade que queremos. É preciso também, organização dos partidos políticos locais, principalmente os de centro esquerda, da sociedade civil e Ongs, pois somente o embate, esse movimento tectônico, será capaz de produzir os efeitos necessários às mudanças na política de Felixlândia. Não há como negar a expectativa de mudança que o povo quer, como também não se pode ignorar a desqualificação do voto, implicita na condição da maioria dos  eleitos. A obrigatoriedade do voto leva a enganos e a certeza da necessidade urgente de uma reforma política, enquanto a educação, ainda que com grandes avanços, não se tornar  prioridade no país.       

terça-feira, 2 de outubro de 2012

RUSSEAU/PLATÃO/O VOTO E EU

      O voto é uma "procuração" que o povo outorga aos seus governantes, assim entendia Jean Jacques Russeau. Com ela os governantes se obrigam a produzirem leis, a administrarem a favor do povo.
       Nessa hora de assinar esta procuração,espero que todos tenham pensado bastante e analisado com minúncias, as atitudes, o dia a dia dos candidatos, não se deixando enganar pela propaganda, onde nela todos são "bons" e "fazem tudo". Mas muita calma e cuidado, pois é lá no poder, que suas ações os revelam. Muitos se perguntariam, e os que nunca exerceram cargos públicos? Ora àqueles que nunca exerceram cargos públicos, tem com certeza vida social, melhor currículo para análise.
      O que não  pode é abster-se, Platão já pregava a participação das pessoas de bem na vida política, se deixar de escolher o melhor, dará espaço ao menos qualificado, o que lamentavelmente é maioria entre os candidatos. Por isso insisto e deixo aqui mais uma vez, minha sugestão, pense, repense se necessário, pesquise um pouco, pergunte pessoas de sua confiança sobre o seu candidato, e tome muito cuidado com os apoiadores fanáticos e que fazem da eleição uma disputa pessoal, um jogo puramente de poder e dinheiro. Dê uma chance a voce e a nossa Felixlândia.  

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

UM BOM VEREADOR E A REELEIÇÃO

         Escolher um bom candidato a vereador é obrigação do eleitor.
        Um bom candidato, pressupõe desempenhar as funções de legislador e de controlador externo do poder executivo, o que equivale a elaborar,apreciar,alterar ou revogar as leis de interesse da vida da cidade, que podem ser de iniciativa da própria câmara, do prefeito ou da sociedade,por iniciativa popular.
Daí, melhor que eleger um Prefeito, é poder contar com um legislativo competente,ético e honesto, que seja capaz de representar o seu papel constitucional, que exija da prefeitura a transparência necessária aos seus gastos e atos.
        A Câmara de Vereadores, também tem o dever de fiscalizar a regularidade e eficiência da despesa pública do municípío; o dever do povo é participar por meio do controle social, cuja transparência e acessos são aspectos relevantes e essenciais para a prevenção da corrupção e da má gestão pública.Então, eis a questão que se apresenta nesse momento de eleição, como escolher o bom vereador?   Quanto tempo um vereador  dedica no  legislativo, nas comissões ou em gabinetes a trabalho do povo? Como é dado publicidade aos projetos e requerimentos a serem aprovados nas reuniões plenárias? Como são apresentados o "parecer" das comissões referentes aos projetos a serem votados no plenário? como é possível seguir a votação de um projeto em andamento na Casa? A Câmara tem site? Portal? Os vereadores tem e-mail, portal ou blogues para divulgar os trabalhos que estão fazendo? Quando e onde reunem as comissões  para que o povo possa assistir as reuniões ?  A reeleição é possível ?
         Que o povo encontre a razão do voto; e não vote para eleger um "amigo" apenas para resolver os seus problemas ou ter benesses  junto a administração de formas ilegais. Que o voto possa cumprir seu papel de fazer justiça e ao povo seja dado o que é do povo - representação de fato.  

quarta-feira, 13 de junho de 2012

ALIANÇAS POLÍTICAS- FELIXLANDIA

    A disputa pela Prefeitura de Felixlandia tem revelado alguns aspectos das articulações municipais, que são importantes para entender os motivos pelos quais a cidade se encontra no contexto regional e, porque não dizer nacional. A maioria dos grupos não demonstram nenhuma preocupação com a cidade. Dos partidos em disputa, não se pode afirmar que exista algum capaz de mudar o quadro da disputa. O maiores partidos como o PT,PMDB,PSDB e DEM, não estão organizados de maneira a obter o apoio forte das bases e a maioria das lideranças desses partidos trabalham pela anulação da oposição, ampliando alianças e fazendo os arranjos necessários, visando mais os próprios interesses do que fazer boas escolhas dentro dos partidos, capazes,de se ganharem as eleições, fazerem uma boa administração.
    O PMDB tentou candidatura própria com um bom nome na majoritária, mas sem o apoio da nacional e da estadual e sem as bases e com um quadro na proporcional desacreditado, acabou desistindo, e busca uma saída que lhe seja favorável sem trazer maiores danos a imagem já desgastada pelas rejeições de outras siglas e dos próprios colegas de partido.
     O PSC, legenda do atual prefeito, até agora não conseguiu definir se é ou não candidato à reeleição, sem representação insiste na figura da Vice-prefeita que ainda não decidiu em razão da forte rejeição do governo e talvez se preservando para a própria eleição em 2016. O PSDB com a liderança de maior expressão correndo o risco de não conseguir candidatar, assumiu publicamente uma aliança com o PV, fechando na majoritária e proporcional com a indicação do Vice pelo aliado, trazendo pela precocidade insatisfação interna do grupo que sentiram-se excluídos da decisão, levando alguns  candidatos a vereadores a oferecerem apoio a candidato de outro partido, através do que chamam de "chapa branca"
    Nesse tudo junto e misturado, surge um fato novo, um outro aspecto prenunciando algo de transformador; o PT municipal. Firma posição e vem atraíndo boas alianças, focado no projeto do partido em defesa da cidade repelindo qualquer tentativa de leilão de cargos, afirma o presidente que são alianças desinteressadas nesse sentido e que está em jogo os interesses coletivos da cidade.
    O bom disso tudo, e que podemos ver, é que a cidade está políticamente desarticulada pela falta de lideranças efetivas e representação popular, espaços de representação legítima, sem a manipulação de necessidades e jogo de interesses individuais.
     Pra nós, não basta só falar, queremos atuação e vamos acompanhar de perto as articulações e os meios utilizados pelos partidos e candidatos, só assim poderemos ter uma compreensão melhor sobre o  "humano" que habita o candidato e nos possibilite a melhor escolha. Sabemos que as alianças implicam em acordos, mas esses não podem ser na base do toma-lá, dá cá, devem sim observar objetivos poolitico partidário em função do projeto político defendido pela legenda.
     O momento é de incertezas,até o PT municipal apresenta essa fragilidade, aguardando  o prazo final para  fechar suas alianças, período em que o jogo  intensifica e torna-se ainda mais duro com as disputas proporcionais, onde os interesses individuais e o ganhar a qualquer custo atinge os extremos, os profissionais tentam manobras para se favorecerem e os novatos recuam  forçando acordos.
     Sabemos que o jogo é difícil e a possibilidade de corrupção é enorme, por isso  devemos todos redobrar a vigilância e acompanhar, ouvir, para que no dia 07 de outubro possamos consolidar o exercício da democracia, lembrando aos partidos que queremos bons políticos,sem fichas sujas, capazes de boa governança e que as esolhas partidárias sejam feitas em função de políticas sadias e não impostas por cacíques ou corrupção dentro dos partidos, que venham as convenções em 30 de junho.  

terça-feira, 8 de maio de 2012

ELEIÇÕES - É HORA DE DECIDIR

      Com a proximidade das eleições, eu não poderia deixar de comentar o cenário local, que chama a atenção pelo grande número de grupos e partidos em reunião pela cidade. A maioria deles, legendas de aluguel, sem expressão partidária, sem projeto para a cidade, mas com os diretórios e as executivas, ambos, órgãos deliberativos, sobre cabresto e domínio. Espreitam, com a esperteza típica de fera  acostumada a caça, aguardando o momento do bote, ou seja, o momento de levar vantagem, tirar proveito da situação de desesperança que assombra as vésperas eleitorais.
     Nesse período de busca de alianças, de encontros e encontros, difícil é saber quem é inimigo de quem, discute-se de tudo, menos os interesses coletivos e um projeto para a cidade e especialmente menos ainda discute-se as formas e os meios de se fazer e ganhar as eleições, é o poder pelo poder.
     Fala-se do povo - do eleitor- como meros espectadores ou então como alvo de planos engenhosos de cooptação. Nesse momento parece  importar só e  únicamente os cargos em questão.
     A cidade fervilha de comentários, na esquina, no butequim, da igreja a delegacia todos arriscam um palpite sobre os possíveis candidatos. Dentre eles, todos os tipos, fichas sujas, fichas limpas, cultos, analfabetos, semi - alfabetizados, demonstrando como a política virou terra de ninguém e que não vai ser fácil para os eleitores conseguir separar o jôio do trigo.
     Também não será fácil para àqueles bons, honestos e de fichas limpas, conseguirem alianças capazes de afirmarem o discurso da campanha, dado ao grande número de lideranças locias, dos partidos PSDB,PTC,PMDB,PR,DEM,PSC, estarem envolvidos em algum escândalo ou serem alvo de processos na justiça por crimes de formação de quadrilha, corrupção e dano ao erário público.
      Precisamos todos nesse momento, estarmos atentos para não permitir que a tênue linha entre a justiça e o crime encolha ainda mais, elegendo fichas sujas por morosidade da justiça ou por omissão dos partidos políticos que não tomaram as providências necessárias para a apuração dos fatos e punição dos culpados.
     É preciso mais do que nunca, acreditar para transformar nossa realidade, banir da política e da sociedade os maus exemplos, acreditar nas instituições mesmo que representada por um único homem de bem; com certeza nem todas as maçãs estão podre.
     Temos até o dia da eleição para decidir quem nós queremos que governe a nossa cidade e, temos que fazer uma escolha alicerçada  nos valores que  aprendemos, pautados na retidão, na capacidade de gestão, na ação democrática de fato, no bom exemplo, com resultados positivos para Felixlandia e para todos os felixlandênses. Que o povo, possa captar os engodos e não se deixar enganar...até lá fica para refletir uma frase de George Santayana - " aqueles que não se recordam do passado estão condenados a repeti-lo "   

FUTEBOL- EULLER NOSSO CRAQUE


      Após passar por uma completa reestruturação, o estádio " Independência" recebeu os mineiros com grande pompa e  todo conforto. O jogo entre o américa e o Argentino Júniors marcou a inauguração de uma nova era do futebol mineiro; para os felixlandenses a felicidade foi redobrada com a festa de despedida do Euller, cuja torcida presente fez a maior festa.
       Parabéns Euller,pelo exemplo de dedicação a carreira e de vida que tem sido para nós, Felixlandia com certeza tem muito orgulho de voce.
       Que esta lição seja a porta de entrada, para quem sabe dirigir o clube no futuro, o futebol mineiro só tem a ganhar. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PAUTA DA VERGONHA

Ao ouvir a  reunião da Câmara Municipal de Felixlândia, do dia 23/04/2012, resolvi dar início há um antigo projeto, criação do  meu blog, para externar minha opinião sobre os fatos políticos da minha cidade.
 A reunião com aproximadamente a duração de 60 minutos, transcorreu como de costume, com matérias de menos e confusões demais. De início as transmissões via rádio – paga por nós contribuintes – eram totalmente inaudíveis, só se ouvia chieira e zumbido, se era defeito ou proposital ninguém sabe. Feitos os reparos, seguiu-se com a leitura da ata anterior, das proposições, indicações e requerimentos, sobre tampar poças d’água; título de cidadania honorária; lembretes ao prefeito municipal; agradecimentos aos presentes e ouvintes e elogios entre colegas. Sinal dos maus tempos que vivemos com a política local, pauta da vergonha, do desinteresse, da desinformação, especialmente da incapacidade de apresentar soluções que o povo precisa para os problemas da cidade, que não são poucos.
Na  “discussão ”  dos assuntos, os vereadores presentes ao fazerem uso da tribuna, parece que quiseram que acreditássemos que discorriam sobre algum assunto. Assunto? Do que mesmo falavam? A babel era tanta, que ficou mesmo entendido, que não era pra se entender nada mesmo, e o resultado de tamanha confusão acabou no BBB da “unanimidade” ,circunstância que sempre foi definida de burra e burra continua. Entretanto, é palavra  de ordem e está na moda na tribuna da Casa, cuja expressão, anunciada com orgulho, informava que “ as proposições apresentadas foram aprovadas por unanimidade”.
Vejamos, a proposição de número 007/2012, de autoria do vereador  Mário Evangelista ,vulgo “ arara”, concedendo título de cidadania honorária, deu entrada e foi aprovado por unanimidade na mesma reunião, comprovando que esta Casa Legislativa desconhece as leis que fazem ou tem o hábito de desrespeitá-las mesmo conhecendo-as, pois segundo o Regimento Interno, esse projeto de Resolução deveria ser apreciado por uma Comissão Especial, que no prazo de 15 dias  apresentaria o parecer, cabendo ao relator divulgar a conclusão no plenário. Também não ouvimos as razões fundamentadas, nem a leitura do “curriculum vitae” pelo autor para justificar a concessão de tal honraria, senão que o agraciado é um  “grande homem” e já fez “ muito pela cidade”.Seria então, bom que todos nós felixlandenses pudéssemos conhecer esses grandes feitos, evitando que possam surgir dúvidas e o povo pensar  que é apenas uma troca de amabilidades em vésperas de eleições.
Quanto ao outro projeto de Resolução de número 006/12, aprovando o parecer do TCE- Tribunal de Contas do Estado, me pareceu um atestado de loucura dada a tremenda  incoerência,  dizer que é contra e votar a favor alegando desconhecer o produto das prestações de Contas. É mais uma prova da incompetência do legislaquês dos nobres vereadores, pois o TCE/MG emite um PARECER PRÉVIO para auxiliar o Controle Interno- organismo de fiscalização- cujas funções são exercidas pelos vereadores; a decisão do TCE/MG passa pela Comissão de Fiscalização Financeira, Orçamentária e Tomada de Contas, formada por vereadores, que requisitará ao Prefeito Municipal as informações e documentos que julgar necessários para estudo e aprovação ou não das Contas do exercício em questão.Como podemos ver, parece que não faltam ordenamentos, nem definição de obrigações ao vereador, falta sim, vontade política  para desempenhar as funções e fazer valer o voto  e o sistema democrático da representatividade. Mas ainda resta saber quem ganha o quê com essa confusão , do sou contra mas aprovo, pois a quem interessa todos nós sabemos.