A disputa pela Prefeitura de Felixlandia tem revelado alguns aspectos das articulações municipais, que são importantes para entender os motivos pelos quais a cidade se encontra no contexto regional e, porque não dizer nacional. A maioria dos grupos não demonstram nenhuma preocupação com a cidade. Dos partidos em disputa, não se pode afirmar que exista algum capaz de mudar o quadro da disputa. O maiores partidos como o PT,PMDB,PSDB e DEM, não estão organizados de maneira a obter o apoio forte das bases e a maioria das lideranças desses partidos trabalham pela anulação da oposição, ampliando alianças e fazendo os arranjos necessários, visando mais os próprios interesses do que fazer boas escolhas dentro dos partidos, capazes,de se ganharem as eleições, fazerem uma boa administração.
O PMDB tentou candidatura própria com um bom nome na majoritária, mas sem o apoio da nacional e da estadual e sem as bases e com um quadro na proporcional desacreditado, acabou desistindo, e busca uma saída que lhe seja favorável sem trazer maiores danos a imagem já desgastada pelas rejeições de outras siglas e dos próprios colegas de partido.
O PSC, legenda do atual prefeito, até agora não conseguiu definir se é ou não candidato à reeleição, sem representação insiste na figura da Vice-prefeita que ainda não decidiu em razão da forte rejeição do governo e talvez se preservando para a própria eleição em 2016. O PSDB com a liderança de maior expressão correndo o risco de não conseguir candidatar, assumiu publicamente uma aliança com o PV, fechando na majoritária e proporcional com a indicação do Vice pelo aliado, trazendo pela precocidade insatisfação interna do grupo que sentiram-se excluídos da decisão, levando alguns candidatos a vereadores a oferecerem apoio a candidato de outro partido, através do que chamam de "chapa branca"
Nesse tudo junto e misturado, surge um fato novo, um outro aspecto prenunciando algo de transformador; o PT municipal. Firma posição e vem atraíndo boas alianças, focado no projeto do partido em defesa da cidade repelindo qualquer tentativa de leilão de cargos, afirma o presidente que são alianças desinteressadas nesse sentido e que está em jogo os interesses coletivos da cidade.
O bom disso tudo, e que podemos ver, é que a cidade está políticamente desarticulada pela falta de lideranças efetivas e representação popular, espaços de representação legítima, sem a manipulação de necessidades e jogo de interesses individuais.
Pra nós, não basta só falar, queremos atuação e vamos acompanhar de perto as articulações e os meios utilizados pelos partidos e candidatos, só assim poderemos ter uma compreensão melhor sobre o "humano" que habita o candidato e nos possibilite a melhor escolha. Sabemos que as alianças implicam em acordos, mas esses não podem ser na base do toma-lá, dá cá, devem sim observar objetivos poolitico partidário em função do projeto político defendido pela legenda.
O momento é de incertezas,até o PT municipal apresenta essa fragilidade, aguardando o prazo final para fechar suas alianças, período em que o jogo intensifica e torna-se ainda mais duro com as disputas proporcionais, onde os interesses individuais e o ganhar a qualquer custo atinge os extremos, os profissionais tentam manobras para se favorecerem e os novatos recuam forçando acordos.
Sabemos que o jogo é difícil e a possibilidade de corrupção é enorme, por isso devemos todos redobrar a vigilância e acompanhar, ouvir, para que no dia 07 de outubro possamos consolidar o exercício da democracia, lembrando aos partidos que queremos bons políticos,sem fichas sujas, capazes de boa governança e que as esolhas partidárias sejam feitas em função de políticas sadias e não impostas por cacíques ou corrupção dentro dos partidos, que venham as convenções em 30 de junho.